Política

Sessão da Câmara que votará processo de impeachment é aberta com confusão.

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, abriu, pontualmente às 14h deste domingo (17), a sessão na qual os deputados federais irão decidir a admissibilidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Antes do início da votação, o relator do processo na comissão especial do impeachment, Jovair Arantes (PTB-GO), tem direito a discursar por até 25 minutos para defender seu relatório que recomenda a abertura do processo de afastamento da presidente da República.

A sessão começou com tumulto e discussão entre Eduardo Cunha e governistas. Cunha pediu a seguranças que retirassem Paulo Teixeira e Orlando Silva. Deputados pró e contra impeachment trocaram empurrões. Foi aberta uma faixa com a inscrição “Fora Cunha” atrás da Mesa Diretora. O presidente pediu a retirada. Cunha, chamou o Plenário “à razão” e pediu respeito “aos companheiros deputados” e “ao país”.

Primeiro a se pronunciar na sessão da Câmara deste domingo (17), o relator do processo de impeachment na Câmara, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), teve sua fala interrompida algumas vezes. O presidente da Câmara, pediu ordem. “A tribuna é do orador.” os parlamentares deixaram a área atrás da mesa diretora e o relator proseguiu. Defendeu a abertura do procedimento argumentando haver “fatos gravíssimos, que atentam contra a Constituição”.

A previsão da direção da Câmara é que a votação do impeachment tenha início por volta das 16h.

Também poderão usar a palavra antes do início da votação os líderes partidários. O tempo varia de 3 a 10 minutos, de acordo com o tamanho da bancada, além de mais um minuto para orientação do voto dos deputados da legenda.

Todos os 513 deputados serão chamados ao microfone do plenário da Câmara para se pronunciar contra ou a favor do impeachment. A previsão é de que cada parlamentar gaste, em média, 30 segundos para votar. A ordem de chamada será por estado, começando pelo Norte, mas intercalando com o Sul.

Será necessário um mínimo de 342 votos “sim” para que o parecer do relator da comissão especial de impeachment, Jovair Arantes (PTB-GO), seja aprovado. Ele recomenda no documento a continuidade do processo de afastamento da petista.

Caso seja aprovado, o processo vai para o Senado, que terá que decidir se acolhe a denúncia e julga a presidente por crime de responsabilidade. Caso não sejam alcançados os 342 votos, o processo é arquivado.

Com informações da Agência Brasil e apuração do Brasil Poder.

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