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Presidente da Anatel diz que “Quem joga online gasta muita internet”; levantamento desmente

Em coletiva de imprensa realizada nesta terça (19), João Rezende, presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), colocou parte da culpa da limitação da banda larga fixa no Brasil em quem joga online. “Tem gente que adora, fica jogando o tempo inteiro e isso gasta um volume de banda muito grande”, afirmou Rezende.

“É evidente que algum tipo de equilíbrio há de se ter porque, senão, nós teremos o consumidor que consome menos pagando por aqueles que estão consumindo mais. É essa questão da propaganda, do ilimitado e do infinito que é um negócio que acabou desacostumando o usuário”, disse o presidente da Anatel.

Em levantamento feito pelo site Omelete, sobre como a limitação do uso de internet pelas operadoras pode afetar a vida dos jogadores, entretanto, jogar online é uma das atividades que menos se gasta banda de internet. Download de jogos comprados online e serviços de streaming como Netflix, são os que mais consomem dados.

Na coletiva, Rezende reafirmou a posição da agência, que autorizou a decisão das operadoras de adotar sistemas de franquia para a banda larga fixa, nos quais o usuário que excede seu plano de dados ao navegador deveria ter que pagar um valor adicional ou ter a velocidade de sua internet reduzida, ou até mesmo cortada.

A Anatel, no entanto, proibiu que as operadoras punam usuários por exceder o limite de uso pelos próximos 90 dias e exigiu que elas informem, com clareza, quanto cada usuário já consumiu do seu pacote de internet antes de impor restrições.

A medida, que têm causado revolta entre os internautas brasileiros, é considerada benéfica para a Anatel. Em entrevista ao Convergência Digital, Carlos Baigorri, superintendente de Competição da agência, afirmou: “Não existe um único consumidor, então para quem está abaixo da média, consome menos, o limite é melhor. E pior para quem consome muito.”

Uma das principais opositoras à limitação de uso adotada pelas operadoras, a associação de consumidores Proteste, lançou uma petição contra a mudança. Até o fechamento dessa matéria, a petição contava com quase 145 mil assinaturas. Para a associação, a mudança é ilegal e fere o Marco Civil da Internet, a lei que regula o uso da rede no Brasil.

Para o Proteste, o Marco “deixa claro que uma operadora de telecomunicações só pode interromper o acesso de um cliente à Internet se este deixar de pagar a conta”. A associação também entrou com ação judicial para impedir as operadoras de limitarem o acesso à Internet por meio de franquia, tanto em dispositivos móveis quanto em conexões fixas. Uma segunda petição, criada no site Avaaz, já conta com mais de 1 milhão e meio de assinaturas até a publicação desse artigo.

Com informações do UOL.

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