Política

Temer descarta Antônio Mariz em um eventual ministério

Como diz o ditado popular, peixe morre pela boca. E foi isso que aconteceu com o advogado Antônio Cláudio Mariz, especulado como o próximo ministro da Justiça em um eventual governo Michel Temer. Segundo a Folha de S.Paulo desta quarta-feira (27), o atual vice-presidente não gostou das declarações que o jurista fez ao jornal paulista e descartou o nome de Antônio Mariz para compor o governo.

De acordo com o jornal, Temer considerou inoportuna a entrevista de Antônio Mariz, na qual ele faz duras críticas ao mecanismo de delações premiadas e afirma que a Polícia Federal precisa ter outros focos além do combate à corrupção. Conforme a avaliação do vice-presidente, não foi o momento para prestar essas declarações porque dá munição aos que tentam acusá-lo de desejar parar a Operação Lava Jato.

Em janeiro, Anônio Mariz fez parte do grupo de advogados que assinou manifesto crítico à operação que investiga o esquema de corrupção da Petrobras. O texto comparava a Lava Jato a “uma espécie de Inquisição” e à ditadura militar. Quatro meses depois, o criminalista mantém suas críticas ao instrumento da delação, cerne da Lava Jato.

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