Política

Dilma admite erros e propõe plebiscito sobre eleição em carta ao povo

Reprodução/Facebook

A presidente afastada Dilma Rousseff divulgou nesta terça-feira (16) uma carta à população na qual admite que cometeu erros na gestão do país e propõe a realização de um plebiscito para consultar o eleitorado sobre uma eventual antecipação das eleições presidenciais de 2018.

Batizado de “Mensagem ao Senado e ao povo brasileiro”, o manifesto de quatro páginas foi apresentado pela própria Dilma em uma entrevista coletiva realizada na residência oficial da Presidência da República e postado em sua página no Facebook. A carta, estudada nos últimos dias por Dilma e aliados – inclusive parlamentares – deve ser um dos últimos posicionamentos da petista antes do julgamento final do processo de impeachment.

“Meu retorno poderá contribuir decisivamente para o surgimento de uma nova e promissora realidade política. Minha responsabilidade é grande. Na jornada para me defender do impeachment, me aproximei mais do povo, tive a oportunidade de ouvir seu reconhecimento, receber seu carinho. Ouvi críticas duras ao meu governo. Há erros cometidos e medidas políticas que não foram adotadas”, diz um trecho do documento.

“Todos sabemos que há um impasse gerado pelo esgotamento do sistema político, seja pelo número excessivo de partidos, pelas práticas políticas questionáveis a exigir profunda transformação nas regras vigentes. Estou convencida da necessidade e darei apoio irrestrito à convocação de plebiscito para consultar a população sobre a realização antecipada de eleições, bem como sobre a reforma política e eleitoral”, continuou Dilma em outro trecho da carta.

No encerramento da leitura, a presidente afastada fez um apelo aos senadores para que não cometam o que ela classificou de uma “injustiça” ao condenar uma inocente. Ela também comparou a atual situação política do país com o tempo em que foi presa pelo regime militar na década de 1970.

O principal objetivo da mensagem é tentar obter o apoio, no julgamento final do processo impeachment, de senadores que ainda estão indecisos. O julgamento de cinco dias terá início em 25 de agosto.

Na semana passada, 59 senadores votaram pela aceitação do parecer que dá continuidade ao processo. Com isso, o julgamento de Dilma por crime de responsabilidade terá início no próximo dia 25, uma quinta-feira.

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