Justiça

Supremo abre investigação sobre Lula e Dilma por obstrução da Justiça

Reprodução/EBC

Teori Zavascki, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito para investigar a presidente afastada Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-ministros Aloizio Mercadante e José Eduardo Cardozo. As informações são do portal G1.

Também serão investigados o senador cassado Delcídio do Amaral e os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Francisco Falcão e Marcelo Navarro Ribeiro Dantas. O objetivo do inquérito é apurar a suspeita de que eles agiram para obstruir as investigações da Operação Lava Jato.

No começo de maio o pedido foi formulado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo. Teori tinha enviado o pedido para reanálise do procurador depois que o ministro anulou em outro processo conversas telefônicas entre Lula e Dilma que sustentavam parte da argumentação da Procuradoria.

Durante o recesso do Judiciário, em julho, Janot enviou a resposta, mantendo o pedido de investigação. Agora, Teori mandou instaurar o inquérito.

Será iniciada agora a coleta de provas e, depois dessa fase, Janot terá que decidir se denuncia os quatro ou se pede arquivamento da apuração.

DEFESAS
A presidente Dilma Rousseff, por meio de sua assessoria, disse que a abertura do inquérito é importante para elucidar os fatos e esclarecer que em nenhum momento houve obstrução de Justiça. “A verdade irá prevalecer”, afirmou.

Já a assessoria do ex-presidente Lula informou que ele não foi notificado sobre o inquérito, que tramita sob segredo de Justiça. “Repudiamos o vazamento ilegal e direcionado. O ex-presidente reafirma que sempre agiu dentro da lei antes, durante e depois do exercício de dos mandatos como presidente da República, democraticamente eleito pelo povo brasileiro”, afirmou a assessoria.

De acordo com nota divulgada pela assessoria de Aloizio Mercadante, a decisão do STF de abertura de inquérito será uma oportunidade para o ex-ministro “demonstrar que sua atitude foi de solidariedade e que não houve qualquer tentativa de obstrução da justiça ou de impedimento da delação do então senador Delcidio do Amaral”.

Os demais não responderam à reportagem até o fechamento dessa matéria.

Para ler a matéria completa no G1, clique aqui.

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