Justiça

Dilma perde mandato, mas mantém direitos políticos, podendo escapar da Lava Jato

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Foram realizadas duas votações no julgamento do afastamento definitivo de Dilma Rousseff, nessa quarta-feira (31). A primeira votação decidiu sobre o impeachment e a outra definiu que a presidente não ficará inelegível por oito anos e poderá exercer função pública. Logo após a aprovação do processo de impeachment, os senadores decidiram que a presidente impedida Dilma Rousseff (PT) manterá os direitos políticos.

O placar apontou 42 votos pela não elegibilidade, contra 36 pela manutenção dos direitos, além de 3 abstenções. Eram necessários pelo menos 54 votos para que Dilma perdesse os direitos políticos.

Dessa forma, Dilma poderá ser indicada para qualquer cargo público, ou se candidatar nas próximas eleições em 2018. Se for nomeada Secretária de Estado, por exemplo, escaparia de uma eventual investigação na Operação Lava Jato, já que não poderia ser julgada pela primeira instância da Justiça Federal no Paraná.

Com a aprovação do processo de impeachment, a petista terá agora 30 dias para deixar o Palácio da Alvorada. Em seu lugar, assumirá Michel Temer, do PMDB, agora formalmente o novo presidente do Brasil.

De acordo com a Rádio Bandeirantes, no Palácio do Jaburu, o clima é de irritação com o presidente do Congresso, Renan calheiros (PMDB-AL). Ministros mais próximos ao presidente estão atribuindo ao senador alagoano a articulação que manteve os direitos políticos de Dilma Rousseff.

Com Agência Brasil

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