Política

Wellington Magalhães é procurado pela Justiça sob suspeita de desvio de dinheiro público

Um mandado de condução coercitiva contra o presidente afastado da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) segue aberto. Investigado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações, ele é procurado pela Justiça desde quarta-feira (6), quando agentes do MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) e da Polícia Civil tentaram o localizar em casa, na região da Pampulha.

Ao Bhaz, o advogado Leonardo Guimarães Salles, que atua na defesa do político, admitiu que Magalhães está fora de Belo Horizonte e que ele ainda não deve ser apresentado aos promotores.

“Não há previsão de quando ele será ouvido pois antes precisamos ter acesso aos autos da investigação. Promotores ainda estão ouvindo pessoas e os autos ainda estão em andamento. Antes de ele se apresentar, precisamos ter acesso a todo o conteúdo”, declarou a defesa.

Conforme as investigações do MPMG, o presidente afastado do Legislativo municipal estaria fraudando licitações com empresas de publicidade para desvio de dinheiro público em benefício próprio. A defesa não comentou sobre as acusações.

“Não sabemos onde Wellington está, tenho contato apenas com a família. Mas não nos posicionaremos enquanto os autos não forem concluídos”, ressalta Salles.

Além do Wellington Magalhães, um assessor da CMBH também está sendo procurado. Outros cinco investigados no suposto esquema de fraude de licitações já foram ouvidos, segundo informações da Polícia Civil.

‘Santo de Casa’

Agentes do MPMG e da Polícia Civil cumpriram na quarta-feira (6) sete mandados de condução coercitiva contra envolvidos no suposto esquema de fraudes na CMBH. Determinações judiciais de busca e apreensão em empresas contratadas pela CMBH também foram cumpridas — a operação foi batizada de “Santo de Casa”.

As investigações tiveram início em abril de 2016, a partir de denúncias de que o presidente da Câmara estaria fraudando licitações públicas para desviar recursos públicos e adquirir bens em nome próprio ou de laranjas, possuindo valores incompatíveis com sua renda oficialmente declarada.

Conforme apurado, as fraudes envolvendo a contratação de serviços de publicidade acarretaram um aumento de mais de 100% das despesas da Câmara somente no exercício de 2015, saltando de cerca de R$ 7,5 milhões nos exercícios de 2013/2014 para mais de R$ 18 milhões somente em 2015.

Segundo informou o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), o mandado de condução coercitiva contra o presidente afastado da Câmara foi necessário para evitar o comprometimento na coleta de provas. O órgão acrescentou ainda que o investigado não teria apresentado todos os documentos requeridos pelo Ministério Público durante a instauração de inquérito contra ele.

Afastamento

Com as investigações em andamento, a juíza Lucimeire Rocha, da Vara de Inquéritos de Belo Horizonte, decidiu pela suspensão das funções do então presidente da CMBH por 60 dias.

A partir de então, o então primeiro vice-presidente da Casa, vereador Henrique Braga (PSDB), assumiu o comando.

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